Embora o nome da doença seja sinônimo do fenômeno que a gente chama de furinhos, a celulite comum na realidade é conhecida como lipodistrofia ginoide, e ocorre em homens e mulheres, com incidência maior feminina por conta dos hormônios. Mas, o caso de celulite infecciosa é bem sério, porque ele não é um acúmulo de gorduras, e sim uma infecção causada por bactérias de origem subcutânea, e que fica com aspecto de furos, só que vermelhos e doloridos, e que dependendo da bactéria e da falta de atendimento, pode até levar à morte. Os tipos mais comuns de bactérias que causam essa inflamação são: hemófilos, estreptococos, estafilococos e micro-organismos como pseudômonas.

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Esse tipo de infecção acontece com mais freqüência em pessoas que estão com alguma ferida (picada de inseto, espinha, algum tipo de corte) e com sistema imunológico baixo, como em recém-nascidos, idosos ou pessoas que passam por tratamento de quimioterapia. A celulite infecciosa quando descoberta recentemente é curável e não deixa seqüelas, mas se houver demora no diagnóstico, marcas e machas podem permanecer na pele, ou a bactéria pode se espalhar no corpo causando uma infecção generalizada. Outras doenças como meningite, lesão oftalmológica ou necrose podem ocorrer também se não houver tratamento. A medicação é feita à base de antibióticos, e todo cuidado é feito para que as bactérias não entrem na corrente sanguínea.

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Para detectar os sintomas de celulite infecciosa é preciso prestar atenção em dor e febre locais numa região do corpo, mancha vermelha que arde, a pele fica bem sensível e inflamação de gânglios pelo corpo. Os médicos então pedem para fazer exame para detectar o tipo de bactéria e iniciam o tratamento imediatamente com antibióticos. No Brasil segundo especialistas, casos dessa doença são mais comuns de acontecer nas pernas e pés porque são regiões mais expostas, já na Europa e EUA os mais recorrentes são no rosto.